quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sexo do bebê: Feminino Interrogado


Não me olhem com essa cara. Foi esse o resultado da tão esperada ultrassonografia morfológica que fez gente do lado de lá e de cá do oceano contar os dias no calendário. Usaram todas as mandingas possíveis e imagináveis pra adiantar o prognóstico, sendo que grande parte delas indicou um menino. Provavelmente muito influenciada, porque sou dessas, comecei a achar que carregava mesmo um gajo. Aquele sexto sentido de mãe, sabe? Tretas, minha gente.

O sexo é dúvida, mas o bico...esse é todo da mãe



Hoje, completando 20 semanas de gravidez (meio do caminho! Uhuuul!), fui lá toda pintosa fazer o exame, que tem por função primordial detectar alguma má formação no bebê. As mãos suando na sala de espera e o José: “tá nervosa?”. “Eeeeeeeeeeeeeeu? Mar nem!”. Um milhão e trezentos e noventa e sete mil grávidas esperando também. Dessas, umas 4 tinham a barriga menor do que a minha. Sim, eu entrei numa competição silenciosa, na verdade solitária, sobre os tamanhos de barriga. E uma sala de espera cheia de grávidas é prato cheio pro meu deleite pessoal do gênero “minha barriga é maior que a dela EIKE BOM”. Maturidade pra que, né?

Mas sim, chega a minha vez. Quilos de gel. A médica avisa: “Vou fazer as medições e depois eu lhe mostro, tá?”. Medição dali, medição daqui, aperta botãzinho, aquele sensor passeando de um lado pra outro até que...”Já sabem o sexo?” “Nãããããããããããão *.*”. Silêncio. “Olha...(pausa dramática)...parece uma menina” “PARECE?” “Sim. Está com as perninhas fechadas, mas parece”. Olha que criança maravilhosa e bem disposta e compreensiva com a família! Fechou as pernas e não abriu nem por decreto. Não teve cutucada e alisada na barriga se resolvesse. Ficou lá muito bem confortável de perfil, abrindo e fechando a boca, mexendo bracinho e tal, porém abrir perninhas, nadica. O que aconteceu foi que a médica nos deu o que ela chamou de “resultado por exclusão”. Colocando o ecógrafo por baixo das pernas, não se via nada. Se fosse um menino, era suposto aparecer ali um saquinho, uma piroquinha. “Dou-te 90% de certeza que é menina. Na próxima ecografia, com 30 semanas, confirmas”. ELA ME FALOU 30 SEMANAS? 30 SEMANAS? QUASE PARINDO?

Saímos da sala com 6 fotinhas meio borradas do bebê e umas caras de -Q. Na recepção, entregam-me o relatório com todos os dados do exame, mostrando os órgãozinhos todos funcionando bem, os ossinhos no lugar e um “GENITAIS: FEMININO?”. Resultado que fez o José andar meio caminho repetindo “feminino interrogado...mas que raio...”.

Alá o feminino interrogado!


Pelo que li nas interwebz e ouvi das pessoas, as meninas costumam mesmo fechar as pernocas. Com um estágio avançado de gravidez como o meu seria complicado não tem uma pilinha aparecendo ali. Maaaaaaaaas, cês sabem que tudo nessa vida é possível e li sobre casos de meninos que só se revelaram no oitavo mês.

Certo é a família já abraçou a ~~Naruninha~~, os amigos (alguns) tão por aí naquele coro de “eu já sabia” e começou a batalha pelo nome da geniosinha. Ideias diferentonas da mãe x Nomes tradicionais portugueses do pai. Oremos.

Tamo aí na atividade, coração aberto pra moçoila. Mas se você for um gajo e tiver só uma pintinha pequena, mamãe vai te amar também, tá, filhote?

6 comentários:

  1. Nomes portugueses...e foi assim que meu sobrinho quase foi Filipa...mas felizmente ele nasceu meninOOOO e virou Luis Fernando, huahauhauhaa

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    1. hahahahahahahaha e eu adoro Filipa, por acaso.

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    1. hahahaahahaha tu é integrante fixa do grupo do "eu já sabia". Tu e a Raquel. Não tem nem o que questionar.

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  3. Querida NARUSÉ? Eu sou uma tia de tão tão distante, que chora litros toda vez que a tua mãe atualiza as postagens contando as dores e as delícias de te gerar.

    Conheci thá mãe (não é porque JOSERUNA? Vai nascer na Europa que ela num vai aprender o Piauiês) quando ela ainda chorava na escola por amores platônicos e cds do CPM22.

    As escolhas que a gente fez na vida nos levaram para continentes diferentes, mas, a distância geográfica e os grandes hiatos de conversa não apagam o carinho, a lembrança do que foi vivido e o desejo de que a outra seja feliz.

    Uma das últimas vezes que conversei com a Senhora sua mãe, ela tinha acabado de descobrir o som do bandolim! ( Acho que era bandolim, ou outro instrumento de corda, enfim, tanto faz agora).

    Hoje o instrumento e a música são outros, mas o som que eu ouço daqui de longe parece ser ainda mais bonito.

    Você ainda nem chegou mais já gostei de ti e do teu estilo INTERROGAÇÃO de ser.

    A tia torce para que você tenha saúde e que a tua mãe tenha juízo. rs

    Beijos da tia Ju ;)

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    1. Ju, to CHO-RAN-DO!
      Que coisa linda!
      Vou guardar esse comentário pra vida e mostrar pra curiquinha quando ela puder entender sobre as amizades e como a distância não é páreo pro carinho mútuo.
      Ainda hoje me rio ao lembrar que tu tem cócegas no joelho (tu ainda tem, né? hahahaha).
      Beijos nossos em ti, mermãzinha.
      Estamos aqui, mas estamos aí também. <3

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