quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Confissões de uma grávida trollada

Sim, estou bem grávida ainda. Ainda como quem diz, porque só ontem completamos 39 semanas. Porém, entretanto, contudo, todavia, há muito tempo pipocam recados, inbox, mensagens perguntando CADÊ MALU? Vocês pensam que ela se abala com essa pressão social? Neeem confiança. Vou confessar que tenho minha culpa no cartório por ter soltado por aí que ela viria antes da DPP porque eu estava sentindooooo e não sei o que. Tretas. Não teve lua cheia que fizesse ela sair daqui. Definitivamente estou carregando uma virginiana convicta (Deus me proteja!). Agora tá a torcida do Flamengo ansiosíssimaaaa. Não aguentam mais ver a minha carinha de bolacha, só querem saber se Malu vai ter mais cabelo que o pai.

Achou que o bebê nascia hoje.
Está em falso trabalho de parto há  3 dias
#xatiada #trollada #enganadapelanatureza
Têm sido dias intensos. O meu cansaço atingiu um ponto que eu nem consigo mensurar. Na verdade, ele se alterna com picos de energia que me fazem varrer a casa insandecidamente. Claro que depois dessa, eu e meus 16 quilos a mais (chorem, nutricionistas!) temos que descansar o combo bunda/costas/pernas/vida. Essa semana a coisa degringolou porque eu, que dormia tão bem, tão profundamente, estou em falso trabalho de parto há 3 dias. TRÊS MADRUGADAS. Na primeira vez que aconteceu, rolou aquela felicidade, né? GEIT, É HOJE. NEM ACREDITO! Tentei parecer calma, não fazer alarde, não acordar o José (impossível). As contrações tiveram força suficiente pra me acordar e começaram a acontecer em algo que parecia ser um ritmo. Dorzinha dorzinha dorzinha para. Dorzinha dorzinha dorzinha para. Prevenida que sou, já tinha baixado o Contraction Timer no celular para momentos como esse. Comecei a contá-las. 30 segundos a cada 6 minutos. Olha, parece que vai vingar! Acontece que não saiu daí. Aliás, saiu. Mudou pra 45 segundos a cada 8 minutos (OI?), 33 segundos a cada 17 minutos, etc. Aí eu percebi a trollagem. Aí eu me dei conta da rasteira que o falso trabalho de parto tinha dado na minha boa noite de sono. Realmente as contrações enganam. Se eu fosse mais esbaforida, tinha ido parar na maternidade e provavelmente sido mandada de volta pra casa. Economizamos a viagem. Sei que a brincadeira durou das 4h até as 8h da manhã e tem se repetido toda madrugada no mesmo horário. Depois passo o dia todo como se nada tivesse acontecido. Ok, tenho uma contração ali, outra aculá. Testes e mais testes apenas. Fui relatar o que se tinha passado para o médico, achando que ele ia estranhar, fazer mais perguntas e tal, porém não né? Abriu-me um sorriso e disse: É mesmo isso, menina! O corpo tem que treinar de todas as formas para o que está por vir. Treinar e trollar.

Mas qual a lição podemos tirar da tal fato, coleguinhas? CALMA. PACIÊNCIA. Rolou contração? Relaxa. Nada de sair de casa loucamente correndo pra maternidade porque pode ser alarme falso. Em um sistema tão maluco, podia ser caso de ganhar um “sorinho” na veia pra dilatação “avançar” ou qualquer outra intervenção desnecessária. Nunca é demais se precaver de situações que deem margem à violência obstétrica. Fora que, mesmo em caso de TP verdadeiro, é fato consumado que ele evolui mais fluidamente em casa. O ambiente hospitalar costuma dar uma travada na coisa. Então, nada de desespero. 

Depois de 3 noites seguidas na mesma ladainha, já nem me surpreendo. Cochilo entre uma contração e outra. Da última vez, nem contei os intervalos. Como senti que elas não evoluíam a nível de intensidade, continuava sempre a mesma dorzinha, não me dei mesmo ao trabalho.

Juro como eu tenho mais coisas pra contar, mas to escrevendo aqui sentada numa bola de pilates, quase cochilando e tentando fazer algum sentido. Não tá um cenário muito animador. Vocês me perdoam, né? Juro que volto mais bem disposta, afinal, recebi visita do Brasil que me trouxe o que??????????????????? FLOCÃO PRA FAZER CUSCUZ! E melhor, e melhor: UMA CUSCUZEIRA! Todo piauiense que se preze só precisa mesmo de uma boa dose de sustância fornecida por cuscuz. Fora que foi o maior desejo que tive durante a gravidez, o mais insaciàvel de todos. Sou dessas. #partiucomercuscuzemtodasasrefeições

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

38 semanas: vai, com jeito vai


Antes de tudo, um beijo no coração da Mari que, como ela mesma disse, enverga mas não quebra. Muita luz e muita calma nesse recomeço. Estamos contigo! <3 <3

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Escrevo este post diretamente das profundezas dos pródromos, entre uma contração de Braxton-Hicks e outra. De 3 semanas pra cá, essas danadinhas ganharam uma força que, se antes eu não as reconhecia, agora já sei na hora do que se trata. Para além da barriga dura parecendo um balão prestes a espocar, o meu corpo dita o ritmo da respiração que ele acha conveniente para o momento. Bizarríssimo, né? Sei que nem adianta, tenho que dar umas inspiradas fortes e esperar passar. Anteontem, como elas estavam muito seguidas, decidi marcar. Duração de 45 segundos a cada 10 minutos, mas depois se perderam no tempo e no espaço da irregularidade.

Se faz de forte montando móveis pra chorar de dor nas costas depois: Deus tá vendo


Hoje, com exatas 38 semanas, tem Lua Cheia e tem uma galera PIRANDO achando que Malu vai dar as caras. No meio desse povo, minha mãe, que não dorme mais desde que eu completei 35 semanas. Tenho até evitado ligar pra ela porque sempre atende o telefone meio chorando achando que sou eu diretamente da maternidade. Aí fica o papo:

- Mamãe, se acalme. Vá dormir. Olhe, eu estou calmíssima. Durmo horrores!
- Ô Naruna, vai dizer que tu não tá nervosa?
- Eu não. Tô ótima.
- Rum. Tá. Mas olha. Tô com o celular aqui do lado, do ladinho mesmo. Qualquer coisa, na hora que estiverem indo pra maternidade, me liguem IMEDIATAMENTE.

No último sábado, tive que ir lá mesmo pra ser monitorada, procedimento normal a partir das 37 semanas. Foi aí que conheci o bendito CTG, cardiotoco ou exame das cintas, para os íntimos. Consiste basicamente em amarrarem duas faixas na barriga, uma que mede os batimentos do bebê e a outra que verifica as contrações. Nisso, a enfermeira te dá um botãozinho pra você apertar sempre que o embutidinho mexer. Agora imaginem uma sala à meia luz com 4 grávidas amarradinhas do lado de umas máquinas estranhíssimas, 4 coraçõezitos batendo loucamente porque sim, aquilo era mesmo alto. Sei que dava pra ouvir também quando se apertava no botão e, de repente, aquilo parecia uma competição: que bebê mexe mais. Tinha uma mulher lá que era “ploc ploc” direto! A Malu, obviamente, me trollou e mexeu timidamente, como ela sempre faz em público. O certo é que depois do “videogame”, teve consulta e o que? O toque, exatamente. A médica foi gentil, perguntou se podia fazer. E eu: Faça, faça que eu quero saber a quantas anda esse colo. Resultado: 1cm de dilatação e colo afinando. “Muito bem. Seu colo já está preparadinho para o parto”. Claro que na atual conjuntura, podemos passar semaaaaanas com esse 1cm, mas fiquei saltitantezinha com a notícia que estamos indo no caminho certo.

Exame do cotonete, quem já ouviu falar? Nesse, coleta-se uma amostra do muco vaginal (com o cotonete, por isso o nome) para identificar a presença de uma bactéria marota chamada estreptococo B. É comum tê-la por ali na flora e ela não nos prejudica, mas pode causar infecções ao bebê. Por isso, aqui fazem a análise por volta das 35 semanas. Se o resultado der positivo, implica uma ida mais apressadinha pra maternidade, logo nos primeiros sinais de TP, para que se faça a medicação específica. Falaram sobre isso no curso e eu já tava #chatiada achando que tinha a tal bactéria. Qual não foi a minha surpresa ao saber que sou estreptococos free. AMÉM! Posso manter o meu plano de  ficar em casa o maior tempo possível no dia que a coisa engrenar.

Mala e sacola: semi ok
A minha preguiça...tive que dar um take it easy nela pra poder viver. Viver, leia-se, arrumar o que tava faltando. Finalmente cedi à pressão social e arrumei a famigerada ~~mala~~. A dela. A minha sacolinha está estrategicamente desmontada. Uma atividade pra me entreter quando as contrações de verdade derem as caras. Só fechei a da Malu logo porque envolvia uns apetrechos mais cheios de particularidades. Não me imagino contando contrações e procurando a roupa interior tamanho zero do fatinho verde esperança. Era demais.



Aos poucos, o cantinho dela vai ganhando uma cara. Habemus cômoda! Móvel de adulto, aliás, porque primeiro, os móveis de bebês são caríssimos e segundo, são pequenos. Quanto mais coisa couber em um móvel só, pra gente tá ótimo. Aproveitamento do espaço: trabalhamos. Daí que a cômoda tinha uma cara muito séria e eu já tinha decidido dar uma customizada. Programei comprar uns retalhos de tecido e não sei o que e mais aquilo e coiso. Nada. Junto com o móvel, compramos uma cortina nova pra sala. A bicha ficou grande. Sobrava ali mais de meio metro em cada lado. Cortei, fiz a bainha (mãe! Olha eu aqui cheia de habilidades manuais!) e ganhei retalhos! Resumindo, ficou assim:


Les cestinhos
Tá mais meiguinho do que eu pretendia, mas ok. Fiz o acabamento com fita adesiva, o que me permite tranquilamente tirar o tecido sem prejuízo do móvel e dar-lhe outra cara. Posso ir alternando os retalhos. Olha que tudo! Sobraram mais uns pedacinhos e eu “fiz arte”, como diz o José, com esses cestinhos que eu já tinha comprado pra lhe por produtos de higiene e afins. Olhando assim, tá campestre, tá brejeiro, tá Fazenda da Malu. Financeiramente falando, com 15 eurecas (aproximadamente 45 dilminhas) ganhamos uma cortina, decorei a cômoda e os cestinhos e ainda sobrou ~~ticido~~ pra mais qualquer coisa. Tô pensando, tô pensando....

Le alcofa
Na última das últimas, minha sogra arranjou-nos uma alcofa para os primeiros meses. Pra quê mais amor do que não precisar montar berço agora e ter o bebê do ladinho sem medo de sufocá-lo? Esquema de empréstimos melhor esquema. 

Eu ia falar de mais economias que fizemos em relação ao enxoval, mas vou deixar pro post seguinte. A pessoa some uma vida e depois quer tagarelar mares e oceanos. É puxado.

Falem-me de vocês, das vossas vidas.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

36 semanas e a preguiça


Sabe preguiça, minha gente? Mas assim preguiça, preguiça aos montes, até de comer? Esta sou eu chegando às 36 semanas, também conhecidas como início do 9º mês. Desde a última postagem, comecei e parei uns 12 posts. Este é precisamente o arquivo paraoblogdefinitivo13.docx tamanha a minha corági. Porééééém, eu e José-José e eu temos aproveitado as últimas férias dele com Malu guardada para morgar no sofá em frente à TV como se não houvesse amanhã resolver pendências. Tipo montar o cantinho da curiquinha (coisa que ainda não foi feita) e arrumar as ~~malas da maternidade~~ (coisa que também não foi). Ok, ok, estivemos nos curtindo e acho que isso também conta.

Saí de casa pra subir escada? É sério isso?

O José. Ai, o José. Merece um post à parte depois porque tenho que costurar bem as palavras pra falar desse homem que elegeu a minha produção de ocitocina como projeto de vida. E isso muito graças às aulas de preparação para o parto, hein! Você jura que ele tá lá assim meio away enquanto a enfermeira fala, mas tem guardado as coisas na cabeça com uma destreza impressionante. Como já disse, a prioridade aqui agora é ocitocina. Portanto, estou proibida de me enervar, estressar, ficar ansiosa e/ou chorar. Qualquer uma dessas situações é motivo pra ele soltar: “Olha lá. Tá produzindo adrenalina. Com adrenalina, não tem ocitocina. Sem ocitocina não tem trabalho de parto. E aí, como fica?” ou então “Amoooor, fica calma. Cadê a ocitocina? Sem ocitocina não tem leitinho!”. Como que fica estressada ouvindo uma coisa dessas? Como que não manda a adrenalina pro caralhaquatro? Também não pode ver uma loja de roupa íntima que é um tal de “Vê lá se não tem sutiã de amamentação”. Outro dia me fez achar uma calculadora específica online pra saber quantas fraldas, em média, o bebê usará por semana. 

- 49. Mais ou menos 49 é o que diz aqui.
- 49. QUÊ? CHIÇA!
- Cadê tua ideia das fraldas de pano agora?
- Ehe...realmente...haja água. Quando ela ficar maiorzita a gente tenta.

Desde então, se fomos ao supermercado e ele sumir, pode ter certeza que está no corredor das fraldas fazendo comparações minuciosas que envolvem peso, quantidade de fraldas, resistência da fralda, avaliações de outros usuários e preço, claro. Um processo complicadíssimo. E ainda tem a intimidade dele com o Kegel. Lembram dos exercícios? Pois. Eu também não lembro sempre. Mas ai de mim se eu não fizer! Nem adianta mentir dizendo que sim, já fiz tudo porque ele fareja a verdade. “Não fez Kegel hoje? Ri, ri. Depois taí chorando porque o assoalho pélvico não tava treinado”.

Falando em Kegel, dica boa. Se vossas senhorias são como eu, indisciplinadas para qualquer exercício em casa, nada como uma ajudinha. Encontrei um aplicativo para Android (não sei se há para as outras plataformas) que chama Max Kegel. Ele funciona como um personal trainer mesmo. Tem lá os níveis todos e ele vai te orientando. Até conta os tempinhos pra você, olha que maravilha. A minha preguiça agradece de tal maneira que nem sei.

Dorzinha nova, quem curte? EEEEUU! Desde a semana passada tem uma cabeça querendo encaixar aqui na minha bacia. Resultado: uma fisgadona da virilha até o joelho de vez em quando. Fora o susto quando a dor vem, rola uma comoção :~~. Com o encaixe, a barriga deu uma descida considerável e ficou mais pesada. Mesmo assim, sou obrigada a caminhar pelo menos meia hora todo santo dia e fazer os exercícios para a pélvis na bola de pilates. Não me lembro de ser assim tão fitness antes da gravidez, o que não me impede de ter ganho 3kg só no último mês. #vaigordinha


São mini cheesecakes, ok? Mini! A culpa dos 3kg a mais não é deles


No mais, Malu mexe e soluça que é uma maravilha, dor nas costas só se ficar em má posição, pés inchados só se passar muito tempo caminhando ou parada, durmo consideravelmente bem, sonho com parto e bebês todo dia, já incluí uma xícara de chá de frutos vermelhos à minha dieta, a partir da próxima semana as consultas passam a ser semanais e na sexta temos a última aula de preparação para o parto. Ou seja, as coisas estão andando. Eu que prefiro estar sentada mesmo ou deitada ou encostada...mas vamos caminhar que tem gente que precisa de colaboração pra nascer.

Ok, ok. Uma foto a sério agora. Vá lá.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Um filho e um cachorro: como lidar?



A gente tem se preparado intensamente lindamente loucamente pra receber a Malu. Os cursos, as coisas, a vida. Acontece que andamos nos esquecendo de uma parte importante do processo: e a preparação da Meg? Já citei-a aqui, mas vamos rememorar. Meg é nossa cadela, nossa cadela hiperativa de 8 meses. Uma criança no mundo dos cachorros. Adotamos e poucos dias depois descobri que estava grávida. Assim, cadela e barriga têm crescido juntas em uma convivência afável, mesmo envolvendo uns pisões. Nunca achamos que criança e bebê na mesma casa seria um problema, como de fato não é, mas exige uma preparação.

A Meg demanda muito da nossa atenção porque ela é muito ativa, muito curiosa, come qualquer coisa que estiver pela frente, destrói qualquer coisa que estiver pela frente. Foi acostumada a viver dentro de casa também. Então, está sempre por aqui ganhando festinhas, indo atrás se vamos ao banheiro. É natural que ela vá sentir quando não estivermos, em breve, sempre com a mão disponível pra lhe coçar a cabeça. A minha preocupação é que ela reaja mal à chegada da Malu e que não saibamos lidar com isso. A meu ver, ela já sabe que tem alguma coisa por acontecer porque voltou a fazer xixi fora do lugar que já estava habituada e a compulsão por destruir o que estiver ao alcance...aí, essa não tem limites.

Daí que comecei a investigar, estudar e tentar ver o que podemos ir fazendo para habituá-la. Grande parte das dicas dizem que devemos, aos poucos, diminuir a atenção dada ao cão. Meu coração é muito fraco pra essas coisas, gente. Tadinha da bicha. Acho que eu sou até mais carente que ela.

Enfim, o texto mais sensato que encontrei foi esse: http://www.caocidadao.com.br/artigo/o-bebe-vem-ai-saiba-como-preparar-o-cao/ . E o José, também nas pesquisas, achou a listinha abaixo em meio a compartilhamentos do Facebook:



Mas eu dou super valor a ~~casos de sucesso~~, histórias de gente como a gente que já passou pelo mesmo. Alguém tem pra me contar? Houve preparação do cachorro pra chegada do bebê? Como ele reagiu? Foi tranquilo? Estou aqui de coração e ouvidos abertos. A Meg também.




segunda-feira, 22 de julho de 2013

"Ando devagar porque já tive preeeeeeessa..."


Que tapa na cara de uma pessoa avexada é uma barriga de 33 semanas e 4 dias, né, minha gente? Mar nem que eu quisesse muito conseguiria caminhar com a desenvoltura de outrora. Eu, que reclamei tanto dos turistas lentos no meu caminho. Eu, que já quis uma metralhadora giratória para ir contra quem parava no meio da calçada pra ver vitrine. Eu hoje sou uma dessas pessoas. Não que eu queira mesmo ver as vitrines. Só estou ali disfarçando, tentando reaprender a caminhar sem colocar os bofes pra fora. Meus melhores amigos são cadeiras, sofás, bancos. Aí na hora de levantar, a velha ~~dor nos quarto~~? Faço aquela careta básica e quem tá por ali olha com cara de dó. “A bichinha...toda entrevada”. Entrevada não, meu filho. Tenho uma pélvis cheia de mobilidade aqui, OK? Normal.

~~periguetismo gestacional~~: amo/sou
Voltando à barriga. Ai, essa barriga.
Esses dias, demos uma geral no guardarroupa e eu pratiquei meu esporte favorito: vestir as roupas que eu sei que não me servem mais apenas por motivo de auto trollagem. Nessa, achei uma das minhas blusinhas favoritas e fiquei no espelho admirando o palmo de barriga que ficava de fora. O José com toda a sua sinceridade. “Assim tá gira” “Que gira? Olhaqui a barriga toda de fora” “Ué, mas é bom andar assim no verão e tá mesmo gira”. Ele tinha razão. Foram meses penando debaixo de casacos, chorando pra por um pedaço de braço ao ar livre. Agora que eu podia, por que não mostrar a pança? Todo um investimento em creme gordo e óleo pra ela ficar redondamente escondida nesse calor? Deveria eu ter vergonha do meu maior objeto de amor e magia dos últimos tempos? Lembro de ter lido bem no início da gravidez uma espécie de manual do vestuário da grávida, escrito por uma senhora X que trabalhava numa revista X de moda em Nova York. Entre outras coisas, ela lá dizia que nuncajamaissobhipótese alguma devíamos sair por aí mostrando a barriga porque é cafona. Out of fashion. Inconscientemente, eu meio que adotei o conceito. Andava sempre cobrindo a redondância e comprando blusas que passassem do quadril. Aí eu me pergunto agora. PRA QUE ISSO? Em uma comparação bem ordinária, é como seguir o conselho da delegada da mulher da minha cidade, Teresina, mais conhecida como Terehell: andar sempre de calça comprida pra evitar um possível estupro. Ou seja, esconder-se sob a roupa pra evitar a fadiga. Então eu saí mesmo com a barriga semi de fora e causei. Causei olhares de afeto, olhares de condenação e olhares de surpresa. Nada que eu já não causasse vestida ~~dentro da moral e dos bons costumes~~. Querem saber? Foi libertador. Pança arejada = pança feliz. Temos certas amarras sociais que nem nos damos conta.

No mais, Braxton-Hicks começou a dar as caras fortemente! Já tinha dado, aliás. Eu é que só agora vim me tocar das benditas contrações de treinamento. Isso porque elas andam de mãozinha dada comigo todos os dias. Pra quem ainda tá na dúvida sobre como são as contrações: a barriga fica dura, irreconhecivelmente dura. Rola um mal estarzinho, mas indolor e SEMPRE na região abdominal. Se você sentir alguma coisa na lombar, melhor ficar atenta. No meu caso, sinto um peso na bexiga também e tenho loguinho que ir fazer xixi. Depois disso passa. Melhor coisa a fazer durante uma contração dessas é beber água. Se estiver caminhando, para e dá uma relaxada. Se estiver sentada, levanta e dá uma caminhada. Alerta mesmo só em caso de dor. Caso contrário, faça como eu: elogie o seu útero maravilhoso e saudável se preparando para o parto.

Definitivamente acho que estou grávida de um bebê insone ou de sono muito agitado porque, jesusamado, ela mexe o tempo todo! Mas sabem o que é o tempo todo? É TIPO O TEMPO TODO! Não to reclamando. Acho ótimo. Significa que está muito bem e hiperativa. Mas é que só não sinto mesmo quando to dormindo. Tem horas que ela estaciona numa zona e fica uma espécie de calombinho na barriga. A nós, restam as conjecturas. “Será um pé? Uma mão? O cotovelo?”. Outro dia, apoiei um livro em cima da pança. Vocês acham que ela curtiu? Não, né. Deu um tranco que o livro saltou, literalmente. Até pedi desculpas pelo incômodo. Tadinha. O espaço tá ficando apertado e ela é um bebê no percentil 83. Sejamos compreensivos. 

Ao fim e ao cabo, desejem-me sorte com a preguiça feat. cansaço medonhos que se instalaram no meu corpo. Ainda não arrumei o cantinho dela, faltam os produtos de higiene e ando adiando a arrumação dos nossos tarecos pra maternidade. Tudo a seu tempo, tudo a seu tempo...

Tá tudo passadinho e guardado, mas não resisto <3

segunda-feira, 15 de julho de 2013

"E a tigresa possa mais do que o leão"


Depois da leseira do primeiro trimestre, no primeiro dia que eu me lembro de ter acordado realmente disposta, levantei, fui pro computador, abri o youtube e cheguei a essa música. Foi inconsciente. Há séculos não ouvia e, por acaso, desconhecia a verão acústica do Ney com o Caetano. Naquele momento escolhi nosso “hino”(fiz cosplay de Nana, que até hoje mata de curiosidade toda a blogosfera materna! Hahahaha). Ainda nem sabia se era Malu ou Tomé, mas “Tigresa” era já a nossa música. Sei lá porque, minha gente. Foi instintivo. Ouvi-a non stopping dias a fio. Até hoje é o nosso momento e ela costuma mexer mais lentinho quando eu coloco porque normalmente é só zoeira nessa barriga.


terça-feira, 9 de julho de 2013

Desastrogênio e Desastrerona


Esses últimos dias o meu estabanamento, já muito corriqueiro, tem ultrapassado as fronteiras legais para uma boa convivência. Sério, gente. Nunca fui exemplo de destreza e malemolência. Consultem  meus pais para dados estatísticos sobre copos, pratos e portas de congelador quebrados (SIM! PORTA DE CONGELADOR!). Só que assim, grávida, a coisa tá indo ladeira abaixo. Sorte (?) que posso botar culpa nos hormônios e tá tudo ok. Desastrogênio e desastrerona só no hard work aqui nesse corpinho redondo.

Sábado (Sempre tenho marcos históricos gravídicos no sábado. Vejam bem) eu bati todos os meus recordes até o momento. Mas bati em um nível que o José quase pediu que parassem o mundo pra ele descer porque tava puxado. Joelhada na cama, cotovelada na porta, tsunami de panelas (sabe querer tirar um tacho do lugar e caírem toooooooodos? Aí você acaba de ajeitar e cai tudo de novo? Bem isso), fui fritar qualquer coisa e deixei cair água no óleo quente (chuvinha de gordura quente! Uhuuuul), quebrei algo que não lembro, mas o ápice foi a quedinha.

Eu não lembro, mas ele nunca esquece <3


Eis que José me deu uma bola de pilates para praticar exercícios em casa. Magia. Luxo. Todo mundo merece uma bola de pilates pra sentar no fim do dia. Mas vocês sabem, eu sou que nem criança quando ganha alguma coisa nova: tenho que usar logo e all the time. Então, era eu com essa bola em todo lado, se desse pra andar quicando com ela também, assim faria. Quilaro que não acabou bem, né? Bola em cima de bola quê que acontece? Tipo isso. Rola e cai em cima de um balde cheio de detergente. Por sorte, foi assim uma coisa meio de lado. Tinha aqui o sofá pra amortecer e não me machuquei, nem bati com barriga ou bacia em lugar nenhum. Apenas fiquei cheirando a água sanitária com ~~leve fragância do bosque~~ e tive que perder a dignidade quando pedi ajuda pra ser resgatada. Agora também só me visto sentada porque já passei uns sustos. Como bem diria Eddie, “desequilibrar, desequilíbrio”.

Bola em cima de bola: será que rola?


Lembrar das coisas, pra quê também, né? Tá tão ruim que eu não lembro nem de anotar pra não esquecer. Clássico: esquecer o leite fervendo, esquecer se já coloquei comida pra Meg, esquecer se já tomei o ferro, lembrar que não tomei e esquecer de tomar, esquecer se já passei desodorante e passar 3 vezes, esquecer o que ia dizer, fazer e comer. Na última consulta, a enfermeira disse que eu  ando com a pressão um bocadinho baixa, situação normal nessa altura. Eu só tinha era que não passar muito tempo em pé e me levantar devagar, seja de cama, cadeira, whatever. Aí fomos ouvir o coração da embutidinha. Ótchyma, maravilha, pode levantar. DEVAGAR, ROMANA? O QUE FOI QUE EU ACABEI DE DIZER? Como uma pessoa naturalmente aperriada, agoniada, avexada, eu já tava de pézinha e sim, tinha esquecido o que ela tinha a-ca-ba-do de me dizer sobre levantar devagar.

Dizem que é assim mesmo, que acontece, que são as veias relaxadas por conta da progesterona, que o ponto de equilíbrio do corpo mudou. O meu aliás, não sei aonde foi parar porque SOCORR é andando e envergando, se estabacando. Minha tia, que é enfermeira, tá aterrorizada comigo e a minha potencialidade para desastres. Toda conversa no Skype é um “COIDADOOOOOOO! OLHASQUEDA, NARUNA!”. 

Em linhas gerais, tenho andado mais atenta. Mentira. Tenho analisado com muita minúcia se eu realmente passo por certos espaços. Mentira de novo que eu fiquei presa agorinha ali entre a cama e a parede. Mas pronto, calma. Só uso a bola de pilates sob supervisão. Vai que, né? 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

31 semanas e a ~~cadimia~~ do PN


Vocês curtem quando eu sou assim reacionária e boca suja, né? Porque o post passado causou nas redes sociais. Aliás, um beijo no coração de quem anda lendo. Já recebi muitas mensagens de amor e de mães que se identificam com as situações que a gente já contou. Sei que muitas não comentam, mas tão sempre por aqui. Explosão de afeto e magia pra vocês! <3

Então, chegamos às 31 semanas. E isso significa que entramos no oitavo mês. PRE-PA-RA!

Se acalmem que eu tava entupida de protetor solar até a alma, tá?

terça-feira, 2 de julho de 2013

Em nome do filho, o nome do filho


Eu ia dar continuidade ao assunto parto normal passando aqui umas dicas de exercício de preparação, mas segurem aí que tenho um papo mais pendente pra já. 

Quem acompanha a ~~blogosfera materna~~ (adoro esse nome <3) sabe que o casal do Potencial Gestante teve uma bebezita linda mês passado. Eles não quiseram saber o sexo durante a gravidez e também deixaram pra escolher o nome depois que vissem a carita do bebê. 9 dias após o parto, a Luiza anunciou o nome da pequena: Constança <3 <3 <3  Aí quê que aconteceu? Enxurrada de amor, mas também de críticas. “Nooooooooossa, que estranho!” “Tadinha! Vai sofrer tanto buylling!” “Vou confessar que achei esquisito, mas o importante é ter saúde”. Minha gente, lia esses comentários e só pensava (tirem as crianças da frente do PC agora): Tomar no cu, né? Daí decidi falar sobre porque sim, eu tenho propriedade nessa área.

Vou começar logo dando a primeira e mais importante dica àqueles que não são os pais do bebê: a menos que sua opinião seja solicitada, APENAS AME o nome. Aliás, não precisa amar de verdade. Basta um “que lindo!” “que ótimo!”. Fim. Porque, convenhamos, por mais estranho que tenha sido o nome escolhido o filho não é de vocês. Ponto. Os pais têm as razões deles para escolherem aquele. Ponto dois. É indelicado. Ponto três. 

Não se cutuca uma grávida/lactante com vara curta. Imagina ela chegando toda pimposa pra te contar o nome e você faz aquela cara de AAAAAAAAAAAAAAFFFF SOCORRRQUENOMEÉESSE. Ou ela vai querer chorar litroz ou ela vai querer te matar. Mas é matar a sério, não é brincadeirinha não. Matar tipo pra ver seu sangue escorrendo pelo piso.

Escolher o nome de uma pessoa é um processo delicado. Demanda conversa, pesquisa, mais conversa, debates. Os pais ficam ali um tanto de horas discutindo. Um quer um nome, o outro quer outro. A mãe tem certos princípios, o pai tem outros. Eu mesma consultei N listas, baixei incontáveis aplicativos e interrompi várias vezes o jantar pra falar sobre isso aqui em casa até chegarmos ao consenso. Sempre valorizamos nomes curtos e que a pronúncia em pt-br e pt-pt não destoasse muito. A coisa do significado também foi sempre considerada. Simpatizávamos com Filipa, mas significa “amiga dos cavalos”. FUÉN! Um dia, Malu surgiu, costurou nossos interesses e tava feito. Quatro letrinhas, pronúncia igual. Fechô! Então, a sociedade começa a questionar: e o nome???? Adoro a tensãozinha que fica no ar até a gente falar. Ainda não ouvi nada exatamente negativo sobre a nossa escolha, mas já vi umas caras do gênero “Sério?” e também questionaram por que não um nome português ou ainda “Ahhh...é brasileiro, né?”. Ainda bem, viu? Porque já tava com minha metralhadora aqui enfiada no cabelo para qualquer eventualidade. É sério. É não, é brinks. Tô num momento zen.

Eu e a minha versão nipônica. Achei adequado.
Falei que tinha propriedade sobre o assunto porque vocês já repararam que nome eu tenho, né? Romana Naruna. Acho que nunca questionei meus pais sobre o tempo que levou para ser escolhido, mas não deve ter saído assim de cara. Romana tem toda uma história, Naruna tem outra e Romana Naruna mais outra. A questão é? Sabem quantas vezes eu ouvi coisas feias sobre o meu nome? Imensas! Sabem quantas vezes eu tenho que repetir pras pessoas entenderem? Milhares. Sabem quantas rimas maldosas já fizeram? Fãããrias! Sabem quantas vezes eu me importei? Total de zero. Fui ensinada a amar o nome que eu tenho. Desde cedo, desde sempre. Adoro a exclusividade dele. Lembro que a primeira vez que viajei de avião, tinha uma aeromoça chamada Romana. Eu, do alto dos meus 9 anos, fiquei #chatiadíssima porque aquela mulherzinha estava roubando o MEU nome. Já topei com outras Romanas e Narunas por aí, mas Romana Naruna...vaput! Só eu! 

A coisa toda é seja nome ~~diferente~~, seja nome comum, acho que a criança tem que ser ensinada a amar o nome que tem, divertir-se com ele, sentir prazer ao falar. E isso, eu acredito muito, vem da relação que os próprios pais criaram com o nome, como o defenderam diante dos benditos comentários. Mais uma vez repito, a decisão não é fácil. Estamos escolhendo algo que alguém vai carregar a vida toda. Façamos com amor e o rebentinho será grato (Anotem isso e se eu tiver problemas depois, por favor, esfreguem na minha cara).

E aos amigos, conhecidos, simpatizantes: aprenderam a lição que a tia passou hoje? Vale pra outros quesitos que não o nome também, aliás. OPINIÃO SÓ QUANDO SOLICITADA. A família agradece e nossa relação será muito melhor, acredite.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Parto pra que te quero


E aí vocês me perguntam: onde djabo que tu tava, mermã? E eu respondo com:



Isso é que é um lavado a sério, minha gente! Estejam avisados que escrevo esse post sob forte influência de sabão de côco. Obrigada. De nada.