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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

36 semanas e a preguiça


Sabe preguiça, minha gente? Mas assim preguiça, preguiça aos montes, até de comer? Esta sou eu chegando às 36 semanas, também conhecidas como início do 9º mês. Desde a última postagem, comecei e parei uns 12 posts. Este é precisamente o arquivo paraoblogdefinitivo13.docx tamanha a minha corági. Porééééém, eu e José-José e eu temos aproveitado as últimas férias dele com Malu guardada para morgar no sofá em frente à TV como se não houvesse amanhã resolver pendências. Tipo montar o cantinho da curiquinha (coisa que ainda não foi feita) e arrumar as ~~malas da maternidade~~ (coisa que também não foi). Ok, ok, estivemos nos curtindo e acho que isso também conta.

Saí de casa pra subir escada? É sério isso?

O José. Ai, o José. Merece um post à parte depois porque tenho que costurar bem as palavras pra falar desse homem que elegeu a minha produção de ocitocina como projeto de vida. E isso muito graças às aulas de preparação para o parto, hein! Você jura que ele tá lá assim meio away enquanto a enfermeira fala, mas tem guardado as coisas na cabeça com uma destreza impressionante. Como já disse, a prioridade aqui agora é ocitocina. Portanto, estou proibida de me enervar, estressar, ficar ansiosa e/ou chorar. Qualquer uma dessas situações é motivo pra ele soltar: “Olha lá. Tá produzindo adrenalina. Com adrenalina, não tem ocitocina. Sem ocitocina não tem trabalho de parto. E aí, como fica?” ou então “Amoooor, fica calma. Cadê a ocitocina? Sem ocitocina não tem leitinho!”. Como que fica estressada ouvindo uma coisa dessas? Como que não manda a adrenalina pro caralhaquatro? Também não pode ver uma loja de roupa íntima que é um tal de “Vê lá se não tem sutiã de amamentação”. Outro dia me fez achar uma calculadora específica online pra saber quantas fraldas, em média, o bebê usará por semana. 

- 49. Mais ou menos 49 é o que diz aqui.
- 49. QUÊ? CHIÇA!
- Cadê tua ideia das fraldas de pano agora?
- Ehe...realmente...haja água. Quando ela ficar maiorzita a gente tenta.

Desde então, se fomos ao supermercado e ele sumir, pode ter certeza que está no corredor das fraldas fazendo comparações minuciosas que envolvem peso, quantidade de fraldas, resistência da fralda, avaliações de outros usuários e preço, claro. Um processo complicadíssimo. E ainda tem a intimidade dele com o Kegel. Lembram dos exercícios? Pois. Eu também não lembro sempre. Mas ai de mim se eu não fizer! Nem adianta mentir dizendo que sim, já fiz tudo porque ele fareja a verdade. “Não fez Kegel hoje? Ri, ri. Depois taí chorando porque o assoalho pélvico não tava treinado”.

Falando em Kegel, dica boa. Se vossas senhorias são como eu, indisciplinadas para qualquer exercício em casa, nada como uma ajudinha. Encontrei um aplicativo para Android (não sei se há para as outras plataformas) que chama Max Kegel. Ele funciona como um personal trainer mesmo. Tem lá os níveis todos e ele vai te orientando. Até conta os tempinhos pra você, olha que maravilha. A minha preguiça agradece de tal maneira que nem sei.

Dorzinha nova, quem curte? EEEEUU! Desde a semana passada tem uma cabeça querendo encaixar aqui na minha bacia. Resultado: uma fisgadona da virilha até o joelho de vez em quando. Fora o susto quando a dor vem, rola uma comoção :~~. Com o encaixe, a barriga deu uma descida considerável e ficou mais pesada. Mesmo assim, sou obrigada a caminhar pelo menos meia hora todo santo dia e fazer os exercícios para a pélvis na bola de pilates. Não me lembro de ser assim tão fitness antes da gravidez, o que não me impede de ter ganho 3kg só no último mês. #vaigordinha


São mini cheesecakes, ok? Mini! A culpa dos 3kg a mais não é deles


No mais, Malu mexe e soluça que é uma maravilha, dor nas costas só se ficar em má posição, pés inchados só se passar muito tempo caminhando ou parada, durmo consideravelmente bem, sonho com parto e bebês todo dia, já incluí uma xícara de chá de frutos vermelhos à minha dieta, a partir da próxima semana as consultas passam a ser semanais e na sexta temos a última aula de preparação para o parto. Ou seja, as coisas estão andando. Eu que prefiro estar sentada mesmo ou deitada ou encostada...mas vamos caminhar que tem gente que precisa de colaboração pra nascer.

Ok, ok. Uma foto a sério agora. Vá lá.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

"Ando devagar porque já tive preeeeeeessa..."


Que tapa na cara de uma pessoa avexada é uma barriga de 33 semanas e 4 dias, né, minha gente? Mar nem que eu quisesse muito conseguiria caminhar com a desenvoltura de outrora. Eu, que reclamei tanto dos turistas lentos no meu caminho. Eu, que já quis uma metralhadora giratória para ir contra quem parava no meio da calçada pra ver vitrine. Eu hoje sou uma dessas pessoas. Não que eu queira mesmo ver as vitrines. Só estou ali disfarçando, tentando reaprender a caminhar sem colocar os bofes pra fora. Meus melhores amigos são cadeiras, sofás, bancos. Aí na hora de levantar, a velha ~~dor nos quarto~~? Faço aquela careta básica e quem tá por ali olha com cara de dó. “A bichinha...toda entrevada”. Entrevada não, meu filho. Tenho uma pélvis cheia de mobilidade aqui, OK? Normal.

~~periguetismo gestacional~~: amo/sou
Voltando à barriga. Ai, essa barriga.
Esses dias, demos uma geral no guardarroupa e eu pratiquei meu esporte favorito: vestir as roupas que eu sei que não me servem mais apenas por motivo de auto trollagem. Nessa, achei uma das minhas blusinhas favoritas e fiquei no espelho admirando o palmo de barriga que ficava de fora. O José com toda a sua sinceridade. “Assim tá gira” “Que gira? Olhaqui a barriga toda de fora” “Ué, mas é bom andar assim no verão e tá mesmo gira”. Ele tinha razão. Foram meses penando debaixo de casacos, chorando pra por um pedaço de braço ao ar livre. Agora que eu podia, por que não mostrar a pança? Todo um investimento em creme gordo e óleo pra ela ficar redondamente escondida nesse calor? Deveria eu ter vergonha do meu maior objeto de amor e magia dos últimos tempos? Lembro de ter lido bem no início da gravidez uma espécie de manual do vestuário da grávida, escrito por uma senhora X que trabalhava numa revista X de moda em Nova York. Entre outras coisas, ela lá dizia que nuncajamaissobhipótese alguma devíamos sair por aí mostrando a barriga porque é cafona. Out of fashion. Inconscientemente, eu meio que adotei o conceito. Andava sempre cobrindo a redondância e comprando blusas que passassem do quadril. Aí eu me pergunto agora. PRA QUE ISSO? Em uma comparação bem ordinária, é como seguir o conselho da delegada da mulher da minha cidade, Teresina, mais conhecida como Terehell: andar sempre de calça comprida pra evitar um possível estupro. Ou seja, esconder-se sob a roupa pra evitar a fadiga. Então eu saí mesmo com a barriga semi de fora e causei. Causei olhares de afeto, olhares de condenação e olhares de surpresa. Nada que eu já não causasse vestida ~~dentro da moral e dos bons costumes~~. Querem saber? Foi libertador. Pança arejada = pança feliz. Temos certas amarras sociais que nem nos damos conta.

No mais, Braxton-Hicks começou a dar as caras fortemente! Já tinha dado, aliás. Eu é que só agora vim me tocar das benditas contrações de treinamento. Isso porque elas andam de mãozinha dada comigo todos os dias. Pra quem ainda tá na dúvida sobre como são as contrações: a barriga fica dura, irreconhecivelmente dura. Rola um mal estarzinho, mas indolor e SEMPRE na região abdominal. Se você sentir alguma coisa na lombar, melhor ficar atenta. No meu caso, sinto um peso na bexiga também e tenho loguinho que ir fazer xixi. Depois disso passa. Melhor coisa a fazer durante uma contração dessas é beber água. Se estiver caminhando, para e dá uma relaxada. Se estiver sentada, levanta e dá uma caminhada. Alerta mesmo só em caso de dor. Caso contrário, faça como eu: elogie o seu útero maravilhoso e saudável se preparando para o parto.

Definitivamente acho que estou grávida de um bebê insone ou de sono muito agitado porque, jesusamado, ela mexe o tempo todo! Mas sabem o que é o tempo todo? É TIPO O TEMPO TODO! Não to reclamando. Acho ótimo. Significa que está muito bem e hiperativa. Mas é que só não sinto mesmo quando to dormindo. Tem horas que ela estaciona numa zona e fica uma espécie de calombinho na barriga. A nós, restam as conjecturas. “Será um pé? Uma mão? O cotovelo?”. Outro dia, apoiei um livro em cima da pança. Vocês acham que ela curtiu? Não, né. Deu um tranco que o livro saltou, literalmente. Até pedi desculpas pelo incômodo. Tadinha. O espaço tá ficando apertado e ela é um bebê no percentil 83. Sejamos compreensivos. 

Ao fim e ao cabo, desejem-me sorte com a preguiça feat. cansaço medonhos que se instalaram no meu corpo. Ainda não arrumei o cantinho dela, faltam os produtos de higiene e ando adiando a arrumação dos nossos tarecos pra maternidade. Tudo a seu tempo, tudo a seu tempo...

Tá tudo passadinho e guardado, mas não resisto <3

terça-feira, 9 de julho de 2013

Desastrogênio e Desastrerona


Esses últimos dias o meu estabanamento, já muito corriqueiro, tem ultrapassado as fronteiras legais para uma boa convivência. Sério, gente. Nunca fui exemplo de destreza e malemolência. Consultem  meus pais para dados estatísticos sobre copos, pratos e portas de congelador quebrados (SIM! PORTA DE CONGELADOR!). Só que assim, grávida, a coisa tá indo ladeira abaixo. Sorte (?) que posso botar culpa nos hormônios e tá tudo ok. Desastrogênio e desastrerona só no hard work aqui nesse corpinho redondo.

Sábado (Sempre tenho marcos históricos gravídicos no sábado. Vejam bem) eu bati todos os meus recordes até o momento. Mas bati em um nível que o José quase pediu que parassem o mundo pra ele descer porque tava puxado. Joelhada na cama, cotovelada na porta, tsunami de panelas (sabe querer tirar um tacho do lugar e caírem toooooooodos? Aí você acaba de ajeitar e cai tudo de novo? Bem isso), fui fritar qualquer coisa e deixei cair água no óleo quente (chuvinha de gordura quente! Uhuuuul), quebrei algo que não lembro, mas o ápice foi a quedinha.

Eu não lembro, mas ele nunca esquece <3


Eis que José me deu uma bola de pilates para praticar exercícios em casa. Magia. Luxo. Todo mundo merece uma bola de pilates pra sentar no fim do dia. Mas vocês sabem, eu sou que nem criança quando ganha alguma coisa nova: tenho que usar logo e all the time. Então, era eu com essa bola em todo lado, se desse pra andar quicando com ela também, assim faria. Quilaro que não acabou bem, né? Bola em cima de bola quê que acontece? Tipo isso. Rola e cai em cima de um balde cheio de detergente. Por sorte, foi assim uma coisa meio de lado. Tinha aqui o sofá pra amortecer e não me machuquei, nem bati com barriga ou bacia em lugar nenhum. Apenas fiquei cheirando a água sanitária com ~~leve fragância do bosque~~ e tive que perder a dignidade quando pedi ajuda pra ser resgatada. Agora também só me visto sentada porque já passei uns sustos. Como bem diria Eddie, “desequilibrar, desequilíbrio”.

Bola em cima de bola: será que rola?


Lembrar das coisas, pra quê também, né? Tá tão ruim que eu não lembro nem de anotar pra não esquecer. Clássico: esquecer o leite fervendo, esquecer se já coloquei comida pra Meg, esquecer se já tomei o ferro, lembrar que não tomei e esquecer de tomar, esquecer se já passei desodorante e passar 3 vezes, esquecer o que ia dizer, fazer e comer. Na última consulta, a enfermeira disse que eu  ando com a pressão um bocadinho baixa, situação normal nessa altura. Eu só tinha era que não passar muito tempo em pé e me levantar devagar, seja de cama, cadeira, whatever. Aí fomos ouvir o coração da embutidinha. Ótchyma, maravilha, pode levantar. DEVAGAR, ROMANA? O QUE FOI QUE EU ACABEI DE DIZER? Como uma pessoa naturalmente aperriada, agoniada, avexada, eu já tava de pézinha e sim, tinha esquecido o que ela tinha a-ca-ba-do de me dizer sobre levantar devagar.

Dizem que é assim mesmo, que acontece, que são as veias relaxadas por conta da progesterona, que o ponto de equilíbrio do corpo mudou. O meu aliás, não sei aonde foi parar porque SOCORR é andando e envergando, se estabacando. Minha tia, que é enfermeira, tá aterrorizada comigo e a minha potencialidade para desastres. Toda conversa no Skype é um “COIDADOOOOOOO! OLHASQUEDA, NARUNA!”. 

Em linhas gerais, tenho andado mais atenta. Mentira. Tenho analisado com muita minúcia se eu realmente passo por certos espaços. Mentira de novo que eu fiquei presa agorinha ali entre a cama e a parede. Mas pronto, calma. Só uso a bola de pilates sob supervisão. Vai que, né? 

terça-feira, 11 de junho de 2013

6 coisas que provavelmente te disseram sobre a gravidez, mas você achou que era brinks


INHAIM, cês tão bem, minha gente?
Eu to num mood elétrico porque daqui a 2 dias tem ultrassonografia. Tá, eu disse que tava tranquila. Tá, eu menti. Mas vocês não sabem como vai ser bom responder com 100% de certeza se será embutidinha ou embutidinho.

Enquanto isso, eu, que sou muito fã de listas desde que o mar é mundo, decidi fazer a minha própria, cientificamente comprovada pela Universidade Empírica da Gravidez da Naruna. 

domingo, 28 de abril de 2013

Mulher barriguda


Eu tinha programado mentalmente um post só amor, ousadia e alegria sobre os enjoos. Dando dicas sobre o que fazer e tal, mega contentona porque estava ótima e claro que os meus tinham finalmente ido embora. A caixa do remédio acabou e eu DE BOA, não preciso mais disso. Porém não, né, minha gente. Um dia sem o medicamento e voltou tudo. Não tem bolacha salgada, bala de menta, chá de gengibre que dê jeito. Ainda fiquei uns bons 3 dias dando super moral pro meu orgulho taurino e recusando-me terminantemente a comprar o remédio. Tive que dar o braço a torcer. Então,  dei um leve foda-se para as dicas (que deixaram de funcionar comigo e se eu virar hipocondríaca a culpa é toda delas) e decidi falar sobre o que há de concreto na gravidez: a barriga.

AlôAlô, vocês sabem quem eu sou?