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terça-feira, 9 de julho de 2013

Desastrogênio e Desastrerona


Esses últimos dias o meu estabanamento, já muito corriqueiro, tem ultrapassado as fronteiras legais para uma boa convivência. Sério, gente. Nunca fui exemplo de destreza e malemolência. Consultem  meus pais para dados estatísticos sobre copos, pratos e portas de congelador quebrados (SIM! PORTA DE CONGELADOR!). Só que assim, grávida, a coisa tá indo ladeira abaixo. Sorte (?) que posso botar culpa nos hormônios e tá tudo ok. Desastrogênio e desastrerona só no hard work aqui nesse corpinho redondo.

Sábado (Sempre tenho marcos históricos gravídicos no sábado. Vejam bem) eu bati todos os meus recordes até o momento. Mas bati em um nível que o José quase pediu que parassem o mundo pra ele descer porque tava puxado. Joelhada na cama, cotovelada na porta, tsunami de panelas (sabe querer tirar um tacho do lugar e caírem toooooooodos? Aí você acaba de ajeitar e cai tudo de novo? Bem isso), fui fritar qualquer coisa e deixei cair água no óleo quente (chuvinha de gordura quente! Uhuuuul), quebrei algo que não lembro, mas o ápice foi a quedinha.

Eu não lembro, mas ele nunca esquece <3


Eis que José me deu uma bola de pilates para praticar exercícios em casa. Magia. Luxo. Todo mundo merece uma bola de pilates pra sentar no fim do dia. Mas vocês sabem, eu sou que nem criança quando ganha alguma coisa nova: tenho que usar logo e all the time. Então, era eu com essa bola em todo lado, se desse pra andar quicando com ela também, assim faria. Quilaro que não acabou bem, né? Bola em cima de bola quê que acontece? Tipo isso. Rola e cai em cima de um balde cheio de detergente. Por sorte, foi assim uma coisa meio de lado. Tinha aqui o sofá pra amortecer e não me machuquei, nem bati com barriga ou bacia em lugar nenhum. Apenas fiquei cheirando a água sanitária com ~~leve fragância do bosque~~ e tive que perder a dignidade quando pedi ajuda pra ser resgatada. Agora também só me visto sentada porque já passei uns sustos. Como bem diria Eddie, “desequilibrar, desequilíbrio”.

Bola em cima de bola: será que rola?


Lembrar das coisas, pra quê também, né? Tá tão ruim que eu não lembro nem de anotar pra não esquecer. Clássico: esquecer o leite fervendo, esquecer se já coloquei comida pra Meg, esquecer se já tomei o ferro, lembrar que não tomei e esquecer de tomar, esquecer se já passei desodorante e passar 3 vezes, esquecer o que ia dizer, fazer e comer. Na última consulta, a enfermeira disse que eu  ando com a pressão um bocadinho baixa, situação normal nessa altura. Eu só tinha era que não passar muito tempo em pé e me levantar devagar, seja de cama, cadeira, whatever. Aí fomos ouvir o coração da embutidinha. Ótchyma, maravilha, pode levantar. DEVAGAR, ROMANA? O QUE FOI QUE EU ACABEI DE DIZER? Como uma pessoa naturalmente aperriada, agoniada, avexada, eu já tava de pézinha e sim, tinha esquecido o que ela tinha a-ca-ba-do de me dizer sobre levantar devagar.

Dizem que é assim mesmo, que acontece, que são as veias relaxadas por conta da progesterona, que o ponto de equilíbrio do corpo mudou. O meu aliás, não sei aonde foi parar porque SOCORR é andando e envergando, se estabacando. Minha tia, que é enfermeira, tá aterrorizada comigo e a minha potencialidade para desastres. Toda conversa no Skype é um “COIDADOOOOOOO! OLHASQUEDA, NARUNA!”. 

Em linhas gerais, tenho andado mais atenta. Mentira. Tenho analisado com muita minúcia se eu realmente passo por certos espaços. Mentira de novo que eu fiquei presa agorinha ali entre a cama e a parede. Mas pronto, calma. Só uso a bola de pilates sob supervisão. Vai que, né? 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sobre filas, prioridade e chorume ou como grávidas são amadas e odiadas pela sociedade


A barriga vai crescendo e, com ela, o amor do mundo pela sua pessoa gravídica. As pessoas te olham sorrindo na rua, admiram aquela redondice toda, te interpelam perguntando se você já sabe o sexo do bebê. Fofos. Um amor. Você nunca foi tão paparicada na vida por estranhos. Agora, quer ver a coisa mudar de figura rapidinho? Entre numa fila. Cadê amor agora? Cadê ternura? Cadê sorrisos?